sexta-feira, 12 de junho de 2015

Tanto clichê, deve não ser

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“Tanto clichê, deve não ser”. E não é! Embora o “Eu te amo” no meio da noite seja aconchegante.
Embora seja confortável e lisonjeiro ouvir “Não tenho olhos para mais ninguém desde que te conheci”. Mesmo que o “Eu não posso mais viver sem você” seja o suspiro que o coração dá no desespero da perda.
Quanto mais clichê menos é, menos prolonga, menos satisfaz. O clichê esgota, perde, já que se diz tudo antes de sentir.
Ninguém vai te amar a toda hora, você não ama ninguém a cada minuto do dia e não pensa na mesma coisa toda vez que acorda.
Terminar uma frase com “Te amo” como se fosse “cambio, desligo”, não faz a outra pessoa se sentir especial, nem você acreditaria verdadeiramente nisso.
Falar o que se sente é quase um grito, quanto mais se repete menos força tem.
Eu abro mão do buquê de rosas e ganho um raminho de florzinhas brancas depois de um dia difícil.
Troco o “Você é a mais linda da noite”, pelo “Tá bonita, sabia?”.
Qualquer presente de Natal, por uma conversa sincera e um olhar orgulhoso.
Qual é a graça de se ouvir a frase feita da novela? E saber que não se passa do jogo “Tá querendo ouvir, eu digo!”?
Bom é fazer parte, é dividir expectativa, é ganhar força para se transformar ao invés de “eu gosto de você de qualquer jeito”, é dar um presente no meio do ano, sem ter pretensão de ganhar outro, é dividir a conta, é chegar sozinha se precisar, andar em motos separadas e passar frio até o vento começar a te esquentar.
Bom mesmo é não precisar ouvir mentiras forçadas ou romantismo exagerado para ser feliz.
É saber que o homem da sua vida é aquele que você deixa ficar, e que o destino não tem nada com isso.
E se tudo der errado e você sentir vontade de gritar um clichê pra se sentir melhor use o “isso também vai passar”, esse funciona.

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