segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Carta aberta

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Vocês sabem o quanto escrever sobre isso é difícil pra mim, sabem que eu preferiria mil vezes fazer um discurso feminista ao falar sobre esse negócio todo que vou falar aqui, mas como vocês são extremamente importantes na minha vida, acho que merecem desejos sinceros da madrinha mais cética que foram arrumar. Então... lá vai. 

Nunca nos ensinaram a parte boa de nos casar. (Uns amigos me falaram isso semana passada, to roubando.)
Não fomos criados para dividir a vida com outra pessoa e em nossa memória tão congestionada essa união sempre foi sinônimo de pequenas tragédias diárias.
Sabemos, que com isso, vocês passaram a vida se criando como espíritos livres, fazendo questão de se manterem libertos de todas essas amarrações e tradições já tão ultrapassadas e cheias de desvantagens.
O que não nos contaram é que o amor não era nada disso...
O amor é para os bem aventurados, só esses são capazes de se deixar pertencer a um sentimento tão desprendido, ele é para os apaixonados pela vida, para os bem-humorados, para os que carregam brilho no olhar e cores no coração, o amor é para os que vivem em outra frequência. O amor é cúmplice.
Ele existe como uma forma natural de conexão, nos conecta uns aos outros fazendo com que tudo realmente faça sentido. O amor é sincronia e reciprocidade. É um laço de fitas sem nó, existe quase por um acidente de percurso, assim, exatamente como vocês, que ultrapassando todas as improbabilidades, se esbarraram e estão transformando dois universos particulares em um. Mentira, cada um com seu universo compartilhado. Eu sei, Eu sei.
Então eu desejo que nessa nova aventura a relação de vocês não mude. (Sim! Eu sou louca, psicopata. #Mejulguemundo) 
Desejo que vocês não se misturem, que continuem sendo partes inteiras, que tenham conquistas individuais para terem o gosto de compartilhar com o outro as novidades.
Que continuem sendo sinceros com o que sentem sempre, e que cada um continue sendo responsável pelo que sente.
Que continuem respeitando o espaço um do outro.
Que continuem sendo uma coreografia toda fora de ritmo, como são.
Que o amor de vocês continue sendo estabanado e que um ainda encontre o outro dançando ou cantando loucamente, sem motivo.
Que os bilhetinhos na geladeira continuem na geladeira.
Que vocês continuem dando sentido pra vida por causa dos livros e dando sentido aos livros por causa da vida.
Que as series ainda sejam a adaptação do encontro de vocês.
Que as músicas ainda sejam a expansão do que sentem.
Que sejam ainda UM DOS motivos que faça o outro sorrir. (Porque não, ninguém pode ser o motivo do riso de ninguém e vocês também sabem disso tanto quanto eu. Grazadeus).
Que continuem construindo memórias, e que eu faça parte delas vez ou outra. :)
Que continuem se amando como agora e que isso tenha a validade que couber no coração.
Mas apesar de tudo, desejo que tenham sempre a possibilidade de seguirem sós, mas escolham todo dia estarem juntos.

Um beijo grande.
Madrinha nada de honra.

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